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BDM Morning Call de 02/08/2022

BRINCANDO COM FOGO – A visita-surpresa de Pelosi a Taiwan acende o temor da escalada da tensão entre a China e os EUA. Os desdobramentos do episódio estão no foco do mercado e podem redobrar a cautela nos negócios.


... O serviço de inteligência do Pentágono aponta que a China pretende dar uma demonstração de força antes da visita, o que incluiria o lançamento de mísseis, segundo apurações de bastidores que rodam as mídias sociais.


... A imprensa chinesa sugere que o Exército de Libertação Popular daria resposta agressiva à viagem, originalmente fora do itinerário de Pelosi. Aviões de guerra da China e porta-aviões dos EUA se deslocavam perto de Taiwan ontem.


... Em telefonema na semana passada com Biden, o presidente chinês, Xi Jinping, advertiu que "quem brincar com fogo será queimado” e que “salvaguardaria resolutamente a soberania nacional e a integridade territorial da China”.


... A possível presença de Pelosi em Taipei foi considerada "provocativa" nesta 2ªF pela diplomacia chinesa. De seu lado, Washington pediu para que o governo de Pequim não transforme a viagem em motivo para crise ou conflito.


... Taiwaneses protestavam nas ruas nesta 3ªF contra a visita de Pelosi, que pode intensificar a tensão com a China. (Rosa Riscala e Mariana Ciscatto)


DIRETO E RETO – A torcida no mercado é para que o Copom seja o mais explícito possível no comunicado de amanhã, que será um divisor de águas para a Selic, encerrando de vez o ciclo ou esticando o aperto para 14% ou mais.


... Só a ponta curtíssima do DI subiu ontem, justamente porque o investidor não está seguro se o ajuste da taxa básica de juro já tem como terminar nesta 4ªF. A recessão nos EUA alivia o Copom e a inflação doméstica pressiona.


... Após os ajustes, o DI jan/23 subiu a 13,815% (de 13,791% na 6ªF), mas o resto da curva caiu pelo quarto pregão seguido, no período que coincide com a guinada de Powell para o discurso que o mercado leu como mais dovish.


... O jan/24 recuou a 13,260% (de 13,341%); jan/25 cedeu a 12,560% (de 12,679%); jan/27 caiu para 12,480% (de 12,610%); jan/29 retrocedeu a 12,600% (de 12,710%) e o jan/31 também devolveu prêmio: 12,650% (de 12,760%).


... Os sinais de desaceleração global derrubaram os yields dos Treasuries e o petróleo e ampliaram as quedas das taxas do DI, que projetam as chances de a perda de ritmo nas economias desenvolvidas trazer impacto desinflacionário.


... Já o dólar operou dividido entre a queda da moeda americana em escala global (boa para apreciar o real) e o mergulho do petróleo (ruim para a divisa doméstica). Entre um e outro, o dólar fechou estável (+0,08%), a R$ 5,1786.


... O câmbio segue em compasso de espera pela agenda forte da semana: Copom amanhã e payroll na 6ªF.


... O investidor monitorou ontem o superávit de julho da balança comercial brasileira, de US$ 5,444 bilhões, abaixo do esperado pelos analistas na mediana das apostas, de US$ 7 bilhões. No ano, saldo está positivo em US$ 39,750 bilhões.


... No câmbio futuro, o contrato de dólar para setembro fechou em alta moderada de 0,31%, cotado a R$ 5,2380.


Rosa Riscala e Mariana Ciscato

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