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Destaques desta 6ªF, 11/11/2022

O QUE PEGOU – Um trecho da fala de Lula pegou o mercado, quando ele questionou por que as pessoas seriam levadas a sofrer para garantir “a tal da estabilidade fiscal”. “Por que toda hora as pessoas falam que é preciso cortar gastos, fazer superávit?”.


... “Por que as mesmas pessoas que discutem teto de gastos com seriedade não discutem a questão social neste país?”.


... O discurso pode ser relevado no palanque, mas Lula já se elegeu e suas palavras têm consequências, sobretudo em meio à indefinição da política econômica do PT e do nome do novo ministro da Fazenda, que continua guardado a sete chaves.


... No final do dia, Lula estava aborrecido com a reação negativa do mercado, segundo o Broadcast Político, mas não disse se poderia aceitar o conselho de Tebet para antecipar as linhas econômicas de seu futuro governo e o novo ministro.


BOA SORTE DAY – O discurso de Lula aos líderes partidários que o apoiaram na campanha eleitoral, no meio da tarde, somou-se aos comentários de Henrique Meirelles em evento organizado pelo BTG Pactual para botar fogo na palha seca.


... O ex-ministro, que também apoiou o candidato petista, mas não foi chamado à equipe de transição, fez uma avaliação pessimista sobre os sinais que Lula tem dado. Disse que ele tem 65% de chance de estar indo “em direção a Dilma”.


... Para Meirelles, Lula “está fazendo a opção que é a mais fácil, de agradar lá dentro”, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, chamou André Lara Resende e Persio Arida dizendo que “eles teriam condições de influenciar mais à frente”.


... Procurado pelo Estadão, Meirelles disse que alguém vazou uma fala dele de forma enviesada, que Lula ainda está no “modo campanha” e “temos de aguardar a definição dos nomes para ter uma visão mais clara da política econômica”.


... O ex-ministro admitiu, no entanto, que existe no PT uma linha de pensamento que defende maior investimento público sem muita preocupação porque geraria receitas. Para ele, é possível aumentar gastos, desde que se faça um ajuste depois.


... Bombeiro de plantão, Alckmin fez postagem em suas redes sociais na noite de ontem garantindo que “responsabilidade fiscal e social andarão juntas mais uma vez, como Lula já provou saber fazer".


NADA RESOLVIDO – Lula e Alckmin viajaram ontem à noite para São Paulo, sem a publicação do texto da PEC, que poderá ficar para a semana que vem, prolongando as incertezas. O mercado até pode melhorar, mas agora vai querer ver para crer.


Rosa Riscala e Mariana Ciscato


 

Principais publicações

VALOR

▪️Lula minimiza reações em meio a incertezas fiscais: "O mercado fica nervoso à toa"

▪️Dólar fecha perto de R$ 5,40 e Ibovespa despenca com discurso pró-gastos de Lula e Mantega na transição

▪️Crescimento da inadimplência pressiona resultado dos bancos


GLOBO

▪️Aliados e partidos tentam se cacifar para vagas em ministério de Lula, que segura indicações

▪️Lula critica a 'tal estabilidade fiscal'; Bolsa cai, e dólar dispara

▪️Entorno 'pragmático' de Lula vê com preocupação fala que assustou mercado


FOLHA

▪️Veja o que muda na Esplanada com Lula e conheça ministeriáveis

▪️Na contramão de acenos de Lula, PT ocupa mais da metade da transição

▪️Cidades vivem clima de tensão com grupos radicais e boicotes a eleitores de Lula


ESTADÃO

▪️Forças Armadas defendem liberdade de manifestação, mas condenam excessos e restrições de direitos

▪️Bolsa cai e dólar dispara após Lula fazer críticas à 'tal da estabilidade fiscal'

▪️Formação dos grupos na transição é resultado da pressão do PT sobre Alckmin


O que vai rolar hoje

▪️ Balanços de Embraer, antes da abertura, e de Cemig, Cosan e Itaúsa, após o fechamento do mercado

▪️ IBGE: Volume de serviços deve avançar 0,4% em setembro (9h)

▪️ Alemanha: Vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, participa do XXVII Encontro de Economia organizado pela Fundacão Internacional Olof Palme (9h)

▪️ CNI: Índice de Confiança do Empresário Industrial em novembro (10h)

▪️ Conselho político da transição de governo se reúne no CCBB, em Brasília, sem a presença do presidente eleito Lula (10h)

▪️ Diretores do BC Diogo Guillen (Política Econômica) e Fernanda Guardado (Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos) têm terceira reunião trimestral com economistas (10h30)

▪️ Roberto Campos Neto profere palestra no evento online “O Cenário Econômico e a Agenda BC#”, promovido pelo CFA Society Brazil (11h45)

▪️ EUA/Univ. Michigan: Índice de Sentimento do Consumidor preliminar de novembro (12h)

▪️ Alemanha: Membro do BCE Joachim Nagel fala em evento de aniversário do Südliche Weinstraße-Wasgau eG (14h30)


#MERCADOS: Ásia replica rali de Nova York com China aliviando regras anticovid; Hong Kong salta quase 8%

As bolsas da Ásia fecharam a semana com forte otimismo na esteira dos maiores ralis desde 2020 em Nova York: por lá, os principais índices zeraram as perdas da semana confiando em aperto monetário menos agressivo ante sinais de arrefecimento da inflação nos Estados Unidos. Além disso, a China anunciou relaxamento de alguns pontos de sua política anticovid, incluindo regras de quarentena para viajantes — o que puxou ações de consumo, turismo, imobiliárias e um salto de mais de 5% no minério de ferro na bolsa de Dalian. Hong Kong liderou as altas; Coreia do Sul também brilhou com ações de tecnologia e internet.


▪️Tóquio — Nikkei: +2,98%

▪️Hong Kong — Hang Seng: +7,74%

▪️Taiwan — Taiex: +3,73%

▪️Coreia — Kospi: +3,37%

▪️China — Xangai: +1,69%

▪️China — Shenzhen: +1,31%


#MERCADOS: Bolsas europeias operam mistas, entre otimismo com EUA e China e recessão à vista no Reino Unido

As bolsas da Europa operam sem direção única na sexta-feira, entre o otimismo apoiado pela pré-mercado positivo em Nova York e as commodities em alta, com alivio de restrições anticovid na China, e a preocupação com a contração da economia no Reino Unido. O PIB britânico caiu 0,2% no terceiro trimestre — menos que o consenso de 0,5%, mas a primeira contração depois de seis trimestres e provável início do que promete ser uma longa recessão. Na Alemanha, a inflação ao consumidor veio no consenso: alta de 0,9% em outubro na margem e de 10,4% na base anual. O minério de ferro saltou 5% na China, e o petróleo sobe mais de 2%, com apoio do dólar fraco e apostando que a economia dos EUA conseguirá evitar o pouso forçado. Com isso, na quinta-feira, o índice europeu de blue chips subiu 2,8%. Confira os índices às 7h04:


▪️Londres — FTSE100: -0,28%

▪️Frankfurt — DAX: +0,58%

▪️Paris — CAC 40: +0,81%

▪️Madrid — Ibex 35: +0,22%

▪️Europa — Stoxx 600: +0,34%


#MERCADOS: Pré-mercado em NY

▪️Futuros: Dow Jones (+0,51%), S&P 500 (+0,57%), Nasdaq (+0,81%)


▪️Treasuries: T-note de 10 anos cai a 3,811%, de 4,142% no fechamento


▪️DXY -0,48% (107,411 pontos)


▪️Petróleo: Brent/jan a US$ 96,06 (+2,54%); WTI/dez a US$ 88,86 (+2,75%)

▪️Ouro: +0,78%, a US$ 1.767,80 a onça-troy


#MERCADOS: Minério de ferro

++ Contratos futuros em Cingapura em alta de 5,98%, a US$ 91,25 por tonelada


++ Negócios à vista em alta de 2,02%, cotado a US$ 89,00 por tonelada


++ Na bolsa chinesa de Dalian, commodity subiu 5,04%, a US$ 99,44

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